A defesa de Daniel Vorcaro protocolou nesta sexta-feira (16) um pedido formal junto ao Supremo Tribunal Federal (STF) exigindo a abertura de uma investigação criminal sobre o vazamento de diálogos privados. As mensagens expostas estão vinculadas aos autos do processo referente ao caso Master.
Alegação de linchamento público e violação de intimidade
Endereçada diretamente ao presidente da Corte, ministro Edson Fachin, a petição aponta que o ex-banqueiro tem sido vítima de um intenso linchamento perante a opinião pública. O documento destaca que a divulgação de diálogos pessoais atingiu a intimidade de Vorcaro, englobando inclusive comunicações sigilosas protegidas entre cliente e advogados.
De acordo com os representantes jurídicos, as mensagens foram disseminadas sem qualquer crivo de autenticidade ou análise sobre a legalidade de sua obtenção. A equipe jurídica sustenta que se consolidou uma exposição desmedida da privacidade do investigado em escala nacional, contrariando garantias fundamentais.
Defesa contesta uso de mensagens e cobra sanções
Na argumentação remetida ao STF, os defensores sustentam que os dados vazados não têm legitimidade jurídica para fundamentar novos inquéritos ou penalizações contra o empresário. Para a defesa, a única consequência processual cabível deve ser a identificação e punição dos responsáveis pela divulgação das informações confidenciais com o rigor da legislação penal.
O episódio ocorre em meio a repercussões recentes de bastidores, a exemplo de esclarecimentos da Polícia Federal, que desmentiu a existência de depoimentos prestados pelo ex-banqueiro a respeito do presidente Lula, e reportagens sobre o uso de aeronaves ligadas a Vorcaro pelo senador Flávio Bolsonaro em 2025.
Contexto: Prisão e a Operação Compliance Zero
Preso desde março deste ano, Daniel Vorcaro cumpre mandado de custódia preventiva no presídio da Papudinha, localizado no Distrito Federal.
O ex-controlador do Banco Master é alvo prioritário da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal. A apuração mira um suposto esquema de fraudes financeiras na instituição privada e investiga as tratativas para a tentativa de aquisição da entidade pelo Banco Regional de Brasília (BRB), controlado pelo Governo do Distrito Federal.
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