O setor agropecuário nacional atingiu a expressiva marca de 700 novos mercados abertos no exterior desde o início de 2023. O avanço abrange negociações sanitárias concluídas com 99 países e blocos econômicos, consolidando a estratégia de diversificação das vendas externas brasileiras e impulsionando os embarques em ritmo acelerado.
Impacto positivo do acordo entre Mercosul e União Europeia
Aliado à abertura de novos destinos, a vigência provisória do tratado comercial entre o Mercosul e a União Europeia, implementada no início de maio após quase três décadas de diálogo, gerou reflexos imediatos na balança comercial. As exportações brasileiras com destino ao bloco europeu registraram um salto de 30,7% no período de maio a setembro em relação ao mesmo intervalo do ano anterior.
No acumulado dos primeiros nove meses, as vendas ao continente europeu totalizaram US$ 44,17 bilhões, configurando uma expansão de 20%. O fluxo comercial bilateral entre as duas regiões registrou um incremento superior a US$ 6 bilhões desde o início da aplicação do acordo, impulsionando a média do comércio exterior brasileiro mesmo diante de um cenário global de restrições tarifárias e tensões geopolíticas.
Diversificação e projeções bilionárias para o agronegócio
O desempenho recente supera amplamente os números do ciclo governamental anterior, quando foram registradas 241 liberações comerciais. De acordo com projeções da ApexBrasil, os 700 destinos incorporados recentemente já movimentaram US$ 5,8 bilhões e devem gerar cerca de US$ 80 bilhões em receitas nos próximos quatro anos.
Entre as conquistas estratégicas recentes está a liberação concedida pela China para a compra de miúdos suínos, medida que abre caminho para novas autorizações sanitárias de produtos de origem animal.
Rumo à liderança global na exportação de alimentos
Com um faturamento acumulado de US$ 169 bilhões no ano, o país está a apenas US$ 2 bilhões de alcançar os Estados Unidos e projeta fechar o período como o maior exportador mundial de alimentos. Para a safra 2026/27, a estimativa é atingir uma colheita histórica de 366 milhões de toneladas, fazendo com que a agropecuária represente 29% do Produto Interno Bruto (PIB) nacional.
Essa expansão é sustentada por aportes robustos de crédito rural, com mais de R$ 610 bilhões direcionados ao atual Plano Safra para médios, grandes produtores e agricultura familiar, superando a marca de R$ 1 trilhão em quatro anos. Paralelamente ao fortalecimento da agroindústria na pauta industrial, as autoridades mantêm abertos os canais diplomáticos com mercados estratégicos, como o norte-americano, priorizando o diálogo contínuo para sustentar o ritmo de crescimento econômico.
O que você acha deste post?
Happy
Haha
Sad
