O cronograma em fases tem como objetivo mapear a infraestrutura subterrânea com precisão, assegurando a atividade comercial e a passagem de pedestres durante todo o período de obras.
Obras do Calçadão da General Bacelar começam com mapeamento subterrâneo e acesso garantido ao comércio
Intervenção no Centro Histórico do Rio Grande avança por etapas para minimizar impactos e conta com monitoramento arqueológico.
As aguardadas obras de revitalização do Calçadão da General Bacelar, no Centro Histórico do Rio Grande, saíram do papel nesta segunda-feira (5). A etapa inaugural concentra-se na inspeção minuciosa da infraestrutura subterrânea, preparando o terreno para as escavações e garantindo que o espaço permaneça seguro para lojistas e pedestres.
Equipes da empresa executora e do Gabinete de Programas e Projetos Especiais (GPPE) da Prefeitura dedicaram os primeiros esforços à abertura e verificação das redes de drenagem, esgoto e tubulações lógicas. Segundo a secretária do GPPE, Giovana Trindade, que vistoriou o local, esse diagnóstico prévio é fundamental. Como há escassez de registros oficiais sobre as últimas intervenções realizadas ali, no final da década de 1990, a equipe precisa compreender o estado real das redes antes de iniciar o rompimento do piso, previsto para os próximos dias.
A estratégia da obra foi estruturada para evitar a interdição total de uma das áreas comerciais mais vitais da cidade. O canteiro de obras inicial está restrito à metade da primeira quadra, no trecho compreendido entre as ruas Benjamin Constant e Zalony.
Para o comércio local, o compromisso é de impacto mínimo. Ainda nesta semana, a instalação de guarda-corpos delimitará a área de trabalho, preservando corredores de circulação junto às vitrines. A Prefeitura garante que nenhuma loja ficará sem acesso do público. Nas ocasiões em que for preciso realizar intervenções nas portas dos estabelecimentos — como ligações de esgoto ou ajustes de pavimentação —, os serviços serão alinhados previamente com os comerciantes, concentrando os esforços em períodos de menor movimento.
Preservação da memória
O ritmo das obras também respeitará o passado da cidade. Por estar no coração de uma área antiga e de valor patrimonial, o projeto exigiu não apenas o desenho arquitetônico, mas um rigoroso planejamento arqueológico aprovado pelo IPHAN (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional). Esse processo de liberação, inclusive, foi o motivo pelo qual a obra não teve início antecipado.
Durante as escavações, técnicos farão o acompanhamento constante do solo. Caso sejam encontrados vestígios ou fragmentos de interesse histórico, haverá orientação técnica imediata para o resgate e preservação adequada do material.
A revitalização do Calçadão da General Bacelar vai muito além de uma renovação estética de sua pavimentação. Trata-se de uma ampla reestruturação subterrânea e de superfície, devolvendo à população um espaço moderno de convivência e potencializando o principal eixo de circulação comercial do Centro Histórico.
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