A exatamente sete dias do segundo turno das eleições presidenciais, o candidato Flávio Bolsonaro (PL) reuniu apoiadores na Avenida Paulista, em São Paulo, neste domingo (18). Em discurso inflamado, o postulante ao Palácio do Planalto assegurou que o ex-presidente Jair Bolsonaro, atualmente em regime de prisão domiciliar na capital federal, participará de sua eventual cerimônia de posse para lhe entregar a faixa presidencial, sinalizando uma articulação por anistia.
Planos para o STF e expectativa para debate
Além de projetar o ato de posse ao lado do pai, o senador delineou intenções estratégicas para o Poder Judiciário. Flávio prometeu indicar quatro ministros para o Supremo Tribunal Federal (STF) alinhados a pautas conservadoras, que tenham posicionamento firme contra a descriminalização do aborto e das drogas.
O presidenciável também destacou sua preparação para o confronto direto com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, candidato do PT, em debate agendado na TV Band. Dirigindo-se à militância, declarou que o país vive um momento de transição e que pretende representar os anseios das famílias brasileiras.
Aliados políticos e protestos na Paulista
A manifestação reuniu parlamentares de destaque, como o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG), que subiu ao palanque ao lado do candidato. Entre as faixas e bandeiras verde-amarelas empunhadas pelos manifestantes, chamou a atenção uma réplica inflável de projétil bélico com a frase “Trump nuke Brazil”, mensagem em alusão ao presidente norte-americano Donald Trump cuja tradução sugere um ataque nuclear ao país.
Eleitores defendem segurança e renovação econômica
Entre o público presente, a técnica de enfermagem Rainara Antunes de Oliveira, de 27 anos, ressaltou que a mobilização popular é fundamental para combater eventuais oscilações nas pesquisas provocadas por desinformação. A eleitora justificou seu apoio destacando a necessidade de leis penais mais rigorosas contra a criminalidade e a confiança no plano de ajuste fiscal para zerar o déficit público.
Na mesma linha, o aposentado José Rafael Paschoal, de 84 anos, manifestou insatisfação com a gestão petista e cobrou foco em desenvolvimento produtivo. Para ele, o Brasil precisa superar o atraso histórico e investir em oportunidades concretas para a juventude, em vez de manter uma retórica focada apenas em políticas assistenciais.
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