O primeiro turno das Eleições 2026, realizado em 4 de outubro, comprovou mais uma vez que a popularidade na televisão, na música, nos campos de futebol ou na internet não assegura sucesso na corrida eleitoral. Dezenas de figuras públicas conhecidas em todo o país tentaram vagas no Legislativo, mas não reuniram o apoio necessário nas urnas para assumir mandatos.
Apresentadores e jornalistas não conseguem vagas na Câmara por SP
O estado de São Paulo concentrou um número expressivo de comunicadores em busca de uma das 70 cadeiras de deputado federal. Entre os postulantes do PSD, a apresentadora Silvia Abravanel obteve 22.464 votos, índice insuficiente para se eleger, enquanto a jornalista Rachel Sheherazade somou 22.453 votos em sua primeira corrida eleitoral.
O comunicador José Luiz Datena (PSB) também não teve êxito, terminando a apuração com 51.071 votos. No Republicanos, Sikêra Jr. alcançou 37.047 sufrágios e igualmente ficou sem mandato. Já Geraldo Luís, concorrendo pelo Avante, contabilizou 10.176 votos e não avançou.
Mundo da música e da internet sofre derrotas expressivas
Candidatos vindos do entretenimento e das redes sociais enfrentaram barreiras semelhantes no colégio eleitoral paulista. O funkeiro MC Gui (PSD) reuniu 7.378 eleitores, enquanto Manoel Gomes (Avante), conhecido pelo hit “Caneta Azul”, registrou 7.239 votos. Ambos ficaram de fora do Congresso Nacional.
No Rio Grande do Sul, o influenciador e ex-participante do BBB 24 Matteus Amaral (PP) até obteve um volume considerável nas urnas, alcançando 51.437 votos. Contudo, o montante não bastou para garantir uma cadeira parlamentar.
Surpresa no Ceará: fim da sequência de Tiririca
Após sucessivas vitórias iniciadas em 2010, o humorista Tiririca (PSD) não repetiu o histórico favorável do passado. Disputando o cargo de deputado federal pelo Ceará, ele registrou apenas 5.524 votos e viu sua sequência parlamentar ser interrompida nas Eleições 2026.
Esporte e reality shows amargam insucessos pelo país
Ídolos dos gramados também não conseguiram converter sua visibilidade esportiva em capital político suficiente. Pelo Tocantins, o técnico Vanderlei Luxemburgo (Podemos) disputou uma vaga no Senado e terminou com 67.987 votos, mas acabou derrotado. No Distrito Federal, o ex-jogador Marcelinho Carioca (Republicanos) buscou o cargo de deputado distrital sem sucesso.
Em São Paulo, o ex-atacante Luís Fabiano (MDB) teve 9.613 votos para deputado federal, figurando em uma lista de derrotados que inclui ainda o ex-goleiro Sérgio (Solidariedade) e Finazzi (MDB). No Rio de Janeiro, o ex-atleta Edmundo (PSDB) teve 35.725 votos para a Câmara dos Deputados, mas não conquistou a vaga.
Outras figuras públicas que ficaram sem mandato
Diversos outros nomes conhecidos da mídia também não alcançaram os índices necessários para exercer cargos públicos após a votação de domingo:
- São Paulo: Netinho de Paula (MDB), Adrilles Jorge (União Brasil), Jean Wyllys (PT), Marquito (PSD) e Eduardo Xaropinho (PDT).
- Rio de Janeiro: Humberto Martins (DC), Antônia Fontenelle (PSDB), Inês Brasil (PSB), Andréa Sorvetão (DC) e Sarah Poncio (Solidariedade).
- Amazonas: Vivian Amorim (União Brasil), que conquistou 10.797 votos para deputada estadual.
O balanço geral do pleito reforça a complexidade do sistema proporcional brasileiro, onde grande visibilidade pública não substitui uma base política estruturada, exigindo que essas personalidades reavaliem seus planos para futuros ciclos eleitorais.
O que você acha deste post?
Happy
Haha
Sad
