O índice de eleitores ausentes no primeiro turno acendeu um alerta na Justiça Eleitoral. Diante da marca de 33,4 milhões de ausências nas urnas — o que representa 21,08% do eleitorado —, o comando do tribunal já organiza ações estratégicas focadas em reverter esse quadro durante o segundo turno das eleições.
Estratégia para combater o desinteresse do eleitor
De acordo com o presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Kassio Nunes Marques, o patamar acima de 20% não é considerado aceitável. O magistrado destacou que a instituição pretende aprimorar e reforçar todos os instrumentos disponíveis para estimular a participação popular e garantir que um número maior de cidadãos compareça aos locais de votação na etapa decisiva.
Panorama da votação e números do 1º turno
Do total de 158,7 milhões de brasileiros aptos a votar, 125 milhões compareceram aos colégios eleitorais em todo o país. Além dos faltosos, a contagem oficial do sistema de totalização revelou outros dados relevantes sobre a escolha da população:
- Votos nulos: 3,6 milhões de registros;
- Votos em branco: 2,2 milhões de escolhas.
Maior taxa de ausência dos últimos 26 anos
O desfalque registrado nas urnas representa o patamar mais elevado desde o pleito de 1998, ocasião em que a abstenção atingiu o pico de 21,5%. O resultado atual também superou o índice observado no primeiro turno da eleição presidencial de 2022, que havia marcado 20,95% de eleitores ausentes.
Com a proximidade da votação final, o órgão eleitoral direciona esforços logísticos e de comunicação para conscientizar a população sobre a importância do voto e atenuar a tendência de desengajamento observada nas urnas.
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